Comunidades do Pesca + Sustentável

Atualmente, o projeto trabalha com comunidades pesqueiras nos estados do Rio de Janeiro e na Bahia. Conheça mais sobre elas:

© Átila Ximenes


Associação de Pescadores Artesanais e Amigos da Praia da Pitória São Pedro da Aldeia – Rio de Janeiro

ARTES DE PESCA UNEM GERAÇÕES DE PESCADORES

Na Lagoa de Araruama (RJ) já foram registrados 3 mil pescadores na década de 1990, número reduzido para cerca de 50 pescadores no ano 2000. Dezesseis anos depois, este total voltou a subir com o registro de aproximadamente 600 famílias vivendo da atividade pesqueira. Segundo a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), no período de 2013/2014, a pesca na lagoa produziu aproximadamente 350 toneladas de pescado.

As artes de pesca da tainha na Lagoa de Araruama se dividem em dois tipos, uma fixa e outra móvel. Na fixa, também conhecida como gancho de peixe, armadilhas de redes fixadas com estacas de madeira são colocadas no fundo da lagoa, formando currais e camas de redes que fazem a captura do pescado. Na móvel, os pescadores em seus barcos vão diretamente com as redes ao encontro dos cardumes.

ATIVIDADE SECULAR

O gancho de peixe é uma atividade secular na lagoa. Ele parte do princípio de levar os cardumes até os currais, aproveitando as correntes marinhas de enchente e vazante. Esta pesca ocorre no período de março ao final de julho e tem a tainha a espécie alvo.

Nessa época do ano, o peixe sai da lagoa em direção ao oceano para reproduzir, principalmente nos períodos de lua nova e lua cheia. No entorno das armadilhas posicionadas no fundo da lagoa, os pescadores constroem ainda uma cama de rede, chamada tribombó, que captura a tainha caso ela salte. Essas técnicas são passadas de geração em geração de pescadores e, inclusive, sinalizam entre as comunidades de pesca a origem do pescador.

REDE DE CERCO

Outra arte de pesca para captura da tainha é o uso da rede de cerco. Nesta atividade são utilizadas de uma a quatro embarcações com até três pescadores cada e redes de, aproximadamente, 500 metros. Esta atividade baseia-se no sincronismo dos mestres das embarcações, a fim de conseguirem realizar o cerco para que os peixes emalhem, ou seja, fiquem agarrados às redes. São retirados após 30 a 40 minutos pelos próprios pescadores.

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Reserva Extrativista de Canavieiras - Bahia

UM REFÚGIO ECOLÓGICO GERIDO PELA PRÓPRIA COMUNIDADE

Exemplo vivo de que a natureza é um tesouro que vale a pena ser conservado, a Reserva Extrativista de Canavieiras é uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável, também conhecida como Canes, que vem sendo descoberto por turistas.

A Reserva Extrativista é bonita, e a história de como foi criada também. Ela foi criada com forte apoio das comunidades pesqueiras locais e hoje, os próprios comunitários atuam na gestão desse patrimônio através do conselho deliberativo. Um dos objetivos deste tipo de Unidade de Conservação é a proteção do modo de vida das comunidades locais. Em Canavieiras, a pesca é um dos principais modos de vida com grande importância econômica e de subsistência.  

Sem os manguezais preservados, o caranguejo não seria a marca mais expressiva de Canavieiras.




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