Conservação Internacional pretende investir US$ 70 milhões no Brasil nos próximos 10 anos

Projetos beneficiam diretamente 25 milhões de pessoas em todo o Brasil


A Conservação Internacional (CI-Brasil), presente no Brasil há 27 anos e divisão importante da estratégia global da organização, investe fortemente no país e prevê aplicar 70 milhões de dólares americanos em iniciativas que vão garantir o desenvolvimento sustentável do país. Redução da pobreza extrema, garantia de provisão de água nas grandes cidades, bem como do clima estável, restauração de florestas e produção de alimentos de forma sustentável estão entre os principais temas que receberão o investimento.

A CI-Brasil desenvolve projetos voltados para a conservação da natureza e para o desenvolvimento sustentável. Atualmente, a organização desenvolve mais de 20 projetos em diferentes regiões do Brasil, que beneficiam diretamente mais de 25 milhões de pessoas. O tripé que sustenta a estratégia da CI-Brasil se baseia na proteção do capital natural, no fortalecimento da produção sustentável e no fomento da governança inclusiva.

O corpo técnico da organização é formado por uma equipe multidisciplinar que, em associação com uma extensa rede de parceiros, desenvolve inovações de base científica para a solução de problemas que afetam todas as regiões do país, relacionados (a) à água, comida, clima, energia e inclusão social. Com atuação em todo o território nacional, a CI-Brasil vem desenvolvendo projetos que beneficiam desde famílias de extrativistas e agricultores familiares, no Amapá, até as 12 milhões de pessoas que vêm sendo impactadas com a disponibilidade de água em qualidade e quantidade necessária para a vida cotidiana, na cidade do Rio de Janeiro.

Para que os projetos sejam realmente impactantes, a organização selecionou as seguintes regiões do Brasil para focar suas ações: Escudo das Guianas (envolvendo os estados do Pará, Amapá e Roraima), Região do Tapajós (nos estados do Pará e Amazonas), Centro de Endemismo Belém, BR-319 (no Amazonas), Três Fronteiras (no Amazonas, onde o Brasil faz divisa com Bolívia e Peru), Costa Equatorial (no litoral dos estados do Amapá, Pará e Maranhão), Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), Bacia do Paraguaçu (na Bahia), Abrolhos Terra e Mar (envolvendo os estados da Bahia e do Espírito Santo) e a região do MegaRio (envolvendo 30 municípios das regiões metropolitana e serrana do Rio de Janeiro).

A maioria dos projetos da organização está baseada em três grandes eixos: Amazônia, Produção Sustentável e Cidades:

Amazônia - A CI-Brasil possui uma atuação histórica com uma grande rede de parceiros, tendo ajudado na criação e implementação de diversas áreas protegidas (Unidades de Conservação e Terras Indígenas). Hoje, por meio do escritório em Belém e das equipes de Macapá/AP e Juruti/PA, é possível trabalhar principalmente na implementação de unidades de conservação e na estruturação de cadeias produtivas sustentáveis, como mecanismo de geração de renda e melhoria da qualidade de vida das comunidades, mantendo a floresta em pé.

Produção Sustentável - A organização trabalha as agendas de agricultura e da pesca sustentáveis. A abordagem para agricultura sustentável parte da premissa de que a produção pode e deve ser compatibilizada com a conservação de partes significativas da vegetação nativa. Mais do que isso, a CI-Brasil acredita que a sustentabilidade é um atributo da escala da paisagem e possui componentes ecológicos tanto quanto sociais, no conceito chamado de Paisagens Agrícolas Sustentáveis. Na agenda da pesca sustentável, o foco é na estruturação das cadeias pesqueiras sustentáveis, para que o pescador que siga práticas ambientalmente corretas possa receber um prêmio na forma de uma renda maior, dentre outras melhorias. A CI-Brasil trabalha no desenvolvimento de um sistema de rastreamento de pescado e na melhoria da pescaria, para que o consumidor final possa saber a origem daquele produto, estimulando o consumo responsável.

Cidades - A agenda envolve os serviços ecossistêmicos fundamentais ao bem-estar do morador urbano, como qualidade e disponibilidade de água, prevenção de desastres naturais, soluções verdes para adaptação às mudanças climáticas, agricultura urbana/periurbana, entre outras. Atualmente, boa parte dos esforços está ligada à agenda de restauração florestal de mananciais hídricos, tanto para a cidade do Rio de Janeiro/RJ quanto de Salvador/BA.

Além do trabalho no campo, nos diferentes territórios, a Conservação Internacional também atua no nível de políticas públicas, seja debatendo e influenciando futuras decisões, como monitorando e auxiliando na implementação de planos e programas que atuem na interface meio ambiente/bem-estar humano.

De acordo com o vice-presidente da CI-Brasil, Rodrigo Medeiros, a organização acredita que a qualidade de vida do ser humano está intimamente ligada à conservação da natureza. “Queremos propor um diálogo para discutir e refletir sobre o momento atual do planeta e, para isso, baseamos nosso trabalho em pesquisas que garantem conhecimento profundo dos temas que envolvem os elementos da natureza. Nossas propostas estão amparadas em uma base sólida de ciência, parcerias e experiência em campo”, explicou Medeiros.

Por meio das iniciativas na região do MegaRio, a CI-Brasil concluiu que é possível melhorar significativamente a água potável em quantidade e qualidade para o abastecimento da  Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no prazo de 10 anos, com a restauração de áreas chaves na Bacia do Rio Guandu, principal fonte de água da região. Já com o projeto na região da Bacia do Paraguaçu, na Bahia, observou-se que com a restauração da vegetação local será possível garantir água potável para 60% da região metropolitana de Salvador, que é o percentual no qual o Rio Paraguaçu contribui com disponibilidade de água para 2,3 milhões de pessoas.  

Medeiros ressalta ainda que a Conservação Internacional acredita que a produção atual e futura de alimentos só será possível se mantivermos protegidos reservatórios críticos de capital natural. “A disponibilidade de alimentos em qualidade e quantidade para abastecer as pessoas está diretamente ligada ao convívio da produção e da conservação do meio ambiente. Sem florestas, por exemplo, não haverá água, polinizadores e outros elementos indispensáveis para a produção de alimentos”, alerta ele.

 “A Natureza está Falando” - Artistas renomados se engajam na campanha

Maria Bethânia, Gilberto Gil, Pedro Bial, Rodrigo Santoro, Maitê Proença, Juliana Paes e Max Fercondini emprestaram suas vozes aos filmes “A Natureza está Falando”, criado pela Conservação Internacional globalmente. A campanha, inicialmente com sete filmes, dá voz a importantes elementos da natureza e convida a sociedade a refletir e se engajar no debate sobre os desafios que serão enfrentados para construção de um planeta mais saudável e sustentável.

Os filmes, que originalmente foram criados nos Estados Unidos da América, contaram no elenco com artistas Hollywoodianos de peso como: Harrison Ford, Julia Roberts, Penélope Cruz, Lupita Nyong'o, Edward Norton, Robert Redford, Ian Somerhalder e Kevin Spacey.

Aqui no Brasil, no papel da 'Mãe Natureza', Maria Bethânia afirma: "Realmente não preciso das pessoas, mas as pessoas precisam de mim". Já Santoro, o "Oceano", em um tom desafiador, diz "Humanos, eu não devo nada a vocês. Eles me envenenam e esperam que eu os alimente. Eu já cobri este planeta inteiro uma vez. E eu posso cobri-lo novamente”.

Pedro Bial, Gilberto Gil, Maitê Proença, Max Fercondini e Juliana Paes, respectivamente, deram voz à "Floresta", ao "Solo", à "Água", ao "Recife de Coral" e à "Flor”. Todos os artistas abriram mão do cachê em prol da natureza.

“A mensagem que a campanha quer passar é de que a natureza não precisa das pessoas, são as pessoas que precisam da natureza. Por mais duro que isso possa parecer, é, de fato, o que acontecerá. A natureza vai se recompor, vai evoluir de qualquer forma, basta saber se nós, humanos, estamos preparados para evoluir também envolvendo todos ao nosso redor”, afirma Rodrigo Medeiros, vice-presidente da CI-Brasil sobre a campanha.

A versão brasileira da campanha, assim como a versão original, foi produzida pela agência Media Arts Lab e será lançada no país com eventos exclusivos em São Paulo, dia 12 de agosto, e no Rio de Janeiro, dia 13. A evolução da campanha no Brasil nesta primeira fase, durante os próximos cinco meses, poderá ser acompanhada pelo website www.anaturezaestafalando.org.br.

Conservação Internacional (CI-Brasil) - Organização ambiental brasileira criada em 1990, integra uma rede internacional, presente em mais de 30 países, com foco na promoção do bem-estar humano por meio da conservação dos recursos naturais. Website: www.conservacao.org.br.

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