Primatas ameaçados – conheça as 25 espécies com maior risco de desaparecer

10/14/2012

Na lista, anunciada a cada dois anos pelas principais organizações de conservação de primatas do mundo, constam duas espécies brasileiras: macaco caiarara e bugio-ruivo

Iderabad, Índia – Foi anunciada hoje na COP 11, na Índia, a nova lista dos 25 primatas mais ameaçados de extinção do planeta. Como acontece a cada dois anos, a lista é preparada com base em estudos dos principais primatologistas do mundo e é compilada pelo Grupo Especialista em Primatas da IUCN e da Sociedade Internacional de Primatologia (ISS, na sigla em inglês), com a colaboração da Conservação Internacional e da Fundação Bristol de Conservação e Ciência.

Neste ano, dois primatas brasileiros constam da lista: o macaco caiarara (Cebus kaapori) e o bugio-ruivo ou bugio-marrom (Alouatta guariba guariba), que correm o risco de desaparecer em breve devido ao impacto do desmatamento, caça e outras ameaças.

O macaco caiarara foi descoberto no país em 1992 e a maioria da população desses animais pode ser encontrada na região da Amazônia Oriental, principalmente nas regiões leste do Pará, no Maranhão e nas proximidades do Rio Tocantins.

Já o bugio-ruivo, descrito pela primeira vez em 1812, tem como hábitat uma área restrita próxima ao Rio Jequitinhonha, na região de Minas Gerais, na Mata Atlântica.

Intitulada Primatas em perigo: as 25 espécies de primatas mais ameaçadas do mundo (2012-2014), a lista, que está em sua sétima edição, contém ainda nove espécies de países da Ásia, seis espécies de Madagascar e cinco de outros países africanos, entre macacos, gorilas, chimpanzés e lêmures. Na América do Sul, além do Brasil, Equador, Colômbia, Peru e Venezuela possuem primatas entre os mais ameaçados.
“Os primatas são nossos parentes mais próximos e provavelmente as melhores espécies-símbolo das florestas tropicais, já que mais de 90% de todos os primatas conhecidos vivem nesses hábitats”, afirma Russell Mittermeier, presidente do Grupo de Especialistas em Primatas da IUCN/SSC e presidente da Conservação Internacional (CI). “Surpreendentemente, continuamos a descobrir novas espécies de primatas todo ano desde 2000. Além disso, os primatas estão se tornando atrações turísticas cada vez maiores, proporcionando uma fonte de renda para comunidades locais que vivem próximas ou em áreas de conservação.”

Algumas das espécies apontadas pela lista possuem poucos indivíduos, como é o caso do lêmur esportivo do norte (Lepilemur septentrionalis), de Madagascar, dos quais só restam 19 espécimes em seu hábitat. A situação geral de todos os lêmures é bastante crítica: um seminário de julho deste ano promovido pela IUCN/SSC revelou que 91% de todas as 103 espécies conhecidas estão ameaçadas de extinção.

“Mais uma vez, o relatório mostra que os primatas estão sob crescente ameaça devido às atividades humanas. Apesar de não termos perdido nenhuma espécie de primata ainda neste século, muitos deles estão em situação crítica, como os lêmures, atualmente o grupo de mamíferos mais ameaçado do planeta”, afirma Christoph Zchwitzer, da Fundação Bristol.

Apesar do quadro ameaçador, a nova lista tem um lado positivo, mostrando que espécies que constaram de edições anteriores da lista das 25 mais ameaçadas conseguiram se recuperar com base em políticas efetivas de conservação. A última edição da lista continha três espécies brasileiras, o cuxiú-preto (Chiropotes satanas), o mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara) e o sauim-de-coleira (Saguinus bicolor). Todos eles se encontram ameaçados de extinção, mas conseguiram ficar de fora da lista dos 25 mais ameaçados de 2012-2014.

Acesse a lista na íntegra aqui
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Mais informações para a imprensa:
Gabriela Michelotti: (61) 3226 24 91 g.michelotti@conservacao.org
 
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