Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica divulga vencedores da 13ª edição

Em cerimônia realizada nesta quinta (14/8), concurso reconheceu os melhores trabalhos de jornalistas que cobrem temas ambientais nas categorias jornal impresso, revista e televisão

São Paulo, 19 de agosto de 2014 —

Foi realizada nesta quinta-feira (14), na pizzaria Bendita Hora, no bairro de Perdizes, em São Paulo, a cerimônia para o anúncio dos vencedores do Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica 2014. Aos finalistas, que concorreram ao prêmio nas categorias jornal impresso, revista e televisão, foram oferecidos os seguintes prêmios: 1º lugar - R$ 10 mil, 2º lugar - R$ 5 mil e 3º lugar - R$ 2.500, além de troféu e um certificado.

O prêmio é uma iniciativa da Aliança para a Conservação da Mata Atlântica – parceria entre Conservação Internacional (CI-Brasil) e Fundação SOS Mata Atlântica – e tem o apoio do Bradesco Seguros.  Em sua 13ª edição, com a participação da jornalista Rosana Jatobá como mestre de cerimônias, o prêmio chegou a 69 reportagens premiadas, com 22 menções honrosas.

“O papel dos profissionais de comunicação é fundamental neste momento difícil para a pauta ambiental no jornalismo brasileiro. A sociedade ainda sabe muito pouco sobre a Mata Atlântica, que é o ambiente onde boa parte vive. Então é preciso esclarecer, trazer informação de qualidade e denúncias que contribuam para isso”, comentou Márcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica. Rodrigo Medeiros, vice-presidente do Programa Brasil da Conservação internacional, ressaltou que o prêmio chama a atenção para os riscos que o bioma enfrenta. “É muito importante traduzir o grito de ajuda que há muito tempo tentamos divulgar.”

Além dos premiados, Sucena Shkrada Resk, da revista Horizonte Geográfico recebeu uma menção honrosa pela reportagem “Guardiões da floresta: a Mata Atlântica ainda prospera no vale do Ribeira”. O texto da repórter destaca uma região em que a natureza resiste às pressões e onde os quilombolas zelam pela Mata Atlântica. 

Confira abaixo, em ordem de classificação, os vencedores e o depoimento dos primeiros classificados:

JORNAL IMPRESSO

Repórter

Veículo

Matéria

1º LUGAR

Daniela Chiaretti

Valor Econômico

“Projeto para reabrir estrada em parque provoca polêmica”

2º LUGAR

Giovana Girardi

O Estado de S. Paulo

“Rãs, sapos e pererecas sobrevivem à metrópole”

3º LUGAR

Katia Brembatti

Gazeta do Povo/PR

“Verdes Feitos”

 

REVISTA

Repórter

Veículo

Matéria

1º LUGAR

Carlos Fioravanti

Revista Pesquisa FAPESP

“Os círculos do tempo”

2º LUGAR

Maria Guimarães

Revista Pesquisa FAPESP

“Voo direto”

3º LUGAR

André Gomes Julião

Revista Unesp Ciência

“Tesouro enterrado”

 

TELEVISÃO

Repórter

Veículo

Matéria

1º LUGAR

Silvia Regina Martinez

Good News (Rede TV!)

“Um futuro de esperança: o trabalho de resgate de espécies raras da Mata Atlântica”

2º LUGAR

André Trigueiro

GloboNews

“Viveiro de Mudas”

3º LUGAR

Mariene Pádua

Repórter Eco (TV Cultura)

“10 anos do Programa de RPPNs”

Jornal:

1º lugar – Daniela Chiaretti (Valor Econômico): “Estou muito emocionada, sempre quis ganhar esta arvorezinha. É uma pauta que fala sobre as pressões sociais e econômicas que este parque (Parque Nacional do Iguaçu) sofre. Uma história emblemática do Brasil de hoje”.

Revista:

1º lugar – Carlos Fioravanti (Revista Pesquisa FAPESP): “Por coincidência, havia ganhado o primeiro lugar há 10 anos exatamente. É um grande prazer ser o ganhador novamente”.

Televisão:

1º lugar – Silvia Regina Martinez (Good News (Rede TV!): “Foi uma conquista da equipe. A comunidade em geral tem pouca noção sobre os riscos à Mata Atlântica, ainda é algo pouco veiculado. É preciso mostrar para o público que não se pode pensar na cidade apenas sobre quatro rodas, é muito importante buscar também um equilíbrio ambiental”.

Nesta edição, o Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica recebeu 141 inscrições. A comissão julgadora contou com cinco profissionais reconhecidos no mercado para cada categoria, e que seguiram rigorosamente as normas do regulamento proposto pelo prêmio. São eles:

Jornal Impresso: Adalberto Marcondes, diretor da Agência Envolverde; João Paulo Ribeiro Capobianco, presidente do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS); Mônica Nunes, editora do Planeta Sustentável; Paulo Lyra, da Organização Panamericana de Saúde; e o sociólogo, cientista político e escritor Sérgio Abranches.

Revista: Andrea Margit, gerente de meio ambiente da Fundação Roberto Marinho; Cadu Young, professor de Universidade Federal do Rio de Janeiro; Miguel Calmon, gerente Sênior da União Internacional para a Conservação da Natureza; Ricardo Rodrigues, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, e coordenador do Programa Biota, da Fapesp; além do doutor em Comunicação Wilson Bueno, especializado em jornalismo científico e professor da USP e da Universidade Metodista de São Paulo.

Televisão: Luciano Candisani, fotógrafo da National Geographic e autor de 7 livros; Denise Rambaldi, vice-presidente do Instituto do Ambiente do Rio de Janeiro; pelo cineasta, curador e diretor de televisão Francisco César Filho; Paulina Chamorro, editora de meio ambiente e apresentadora de programas nas Rádios Eldorado e Estadão; e pelo jornalista, escritor e roteirista Sérgio Túlio Caldas.

Para mais informações, acesse www.premioreportagem.org.br.

Sobre a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica

Parceria entre a Conservação Internacional e a Fundação SOS Mata Atlântica, a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica foi criada em 1999 para ampliar a escala de atuação das duas organizações, a partir de uma estratégia comum, em favor da conservação da Mata Atlântica. Com a proposta de diminuir o processo de destruição de um dos biomas mais ameaçados do planeta, a união entre as instituições está fundamentada em duas linhas estratégicas: Áreas Protegidas e Comunicação para conservação. Dentre os principais projetos conduzidos pela Aliança estão o Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica e o Programa de Incentivo às Unidades de Conservação Pública e Privadas da Mata Atlântica. Mais informações: www.aliancamataatlantica.org.br

Sobre a Conservação Internacional

A Conservação Internacional (CI) é uma organização privada, sem fins lucrativos, fundada em 1987 com o objetivo de promover o bem-estar humano fortalecendo a sociedade no cuidado responsável e sustentável para com a natureza – nossa biodiversidade global – amparada em uma base sólida de ciência, parcerias e experiências de campo. Como uma organização não governamental (ONG) global, a CI atua em mais de 40 países, distribuídos por quatro continentes. Em 1988, iniciou seus primeiros projetos no Brasil e, em 1990, se estabeleceu como uma organização nacional. Possui escritórios em Belo Horizonte-MG, Belém-PA, Brasília-DF e Rio de Janeiro-RJ, além de unidades avançadas em Caravelas-BA, Mucugê-BA e Macapá-AP. Para mais informações sobre os programas da CI no Brasil, visite www.conservacao.org, o Twitter @CIBrasil e o Facebook www.facebook.com/ConservacaoInternacional.  

Sobre a SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG brasileira que atua há 27 anos na proteção dessa que é a floresta mais ameaçada do país. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e Unidades de Conservação, dentre outros. Todas essas ações contribuem para a qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 61% da população brasileira. Mais informações no site: www.sosma.org.br.