Na rota de Darwin, Abrolhos encantou o naturalista

Charles Darwin esteve na região durante a Expedição Beagle

Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 2014 —

É relativamente notório que o autor do clássico “A Origem das Espécies”, o naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882), esteve em Salvador e no Rio de Janeiro quando passou pelo Brasil, em 1832, na expedição da marinha britânica a bordo do veleiro HMS Beagle. O que poucos têm conhecimento é que o Arquipélago de Abrolhos, na Bahia, também esteve na rota do então jovem naturalista que, mais tarde, convenceria a comunidade científica da teoria da evolução e da adaptação das espécies aos ambientes naturais.

Pois foi em 29 de março de 1832 que ele registrou suas impressões sobre o local que você agora pode ajudar a ter uma proteção mais efetiva por meio da campanha Adote Abrolhos. “As ilhas dos Abrolhos, vistas de uma certa distância, são de um verde brilhante. A vegetação consiste de plantas suculentas e gramina, entremeadas com alguns arbustos e cactos. Embora pequena, a coleção de plantas de Abrolhos contém quase todas as espécies que ali florescem. Pássaros da família dos totipalmados são extremamente abundantes, tais como atobás, rabos-de-palha e fragatas. Talvez o mais surpreendente seja o número de sáurios; quase todas as pedras têm o seu lagarto correspondente; aranhas em grande número; o mesmo com ratos. O fundo do mar em volta é densamente coberto por enormes corais cerebriformes; muitos tinham mais de uma jarda (90 cm) de diâmetro".

O relato está no livro “Aventuras e Descobertas de Darwin a bordo do Beagle”, de Richard Keynes, bisneto de Darwin. A obra reúne correspondências, diários, registros avulsos e até desenhos e pinturas do naturalista, mas também de outros viajantes do HMS Beagle, sobre aquela que talvez seja a mais importante aventura científica da era moderna. A viagem durou cinco anos e incluiu praticamente toda a costa da América do Sul, da Bahia ao Arquipélago de Galápagos, no Equador, com paradas no Uruguai, Argentina, Chile e Peru.

Apesar do principal objetivo da expedição ter sido a produção cartográfica do continente, ela abriu caminho para a obra que é paradigma central na explicação de vários fenômenos na Biologia. E os tesouros da Região dos Abrolhos, a maior biodiversidade marinha de todo o Atlântico Sul , contribuíram para escrever esse capítulo da Ciência.

Ajude a Aliança Marinha a valorizá-los ainda mais! Adote Abrolhos!