Iniciativa Amapá reúne parceiros em Macapá

No encontro, Presidente do GTA apresentou o projeto da Rede GTA que irá criar uma metodologia para construção de um modelo de protocolo comunitário para o Arquipélago do Bailique, localizado no Amapá

Brasília, 21 de outubro de 2013 —

Com o objetivo de reunir parceiros e alinhar suas atividades, o Fundo Vale, o Instituto Estadual de Florestas do Amapá (IEF) e a Conservação Internacional (CI) realizaram, em Macapá, nos dias 15 e 16 de outubro, um encontro da Iniciativa Amapá com representantes do governo do Estado e organizações da sociedade civil.

O encontro buscou firmar o grupo de parceiros já estabelecidos pela Iniciativa e aproveitou para apresentar novas organizações que, mesmo de forma secundária, têm dado contribuições para o projeto.

A Iniciativa Amapá é fruto de uma parceira do Governo do Amapá (representado pelo IEF), a Conservação Internacional e o Fundo Vale, que propõem um trabalho com a sociedade amapaense voltado para a promoção de uma economia baseada na sustentabilidade.

A diretora-presidente do IEF, Ana Euler, iniciou a agenda do encontro com um nivelamento de conhecimento sobre a Iniciativa Amapá, abordando seu surgimento e estruturação. Em seguida, Rodrigo Bandeira, consultor do Fundo Vale, apresentou a matriz sobre as ações que estão sendo realizadas pelos parceiros da Iniciativa.

No final do primeiro dia de encontro, Rubens Gomes, presidente do GTA, fez uma apresentação sobre acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios, em que apresentou o projeto da Rede GTA de construção de protocolo comunitário no Amapá, que tem apoio do Fundo Vale e parceria do IEF, Conselho Comunitário do Bailique (CCB) e CNS. Gomes enfatizou a importância do mecanismo dos protocolos comunitários para empoderar as comunidades, proteger conhecimentos tradicionais e garantir o acesso e repartição de benefícios, inclusive citado em documentos de orientação do secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) para a última reunião do grupo Artigo 8(j) aos países partes da CDB realizada em Montreal (Canadá), entre os dias 7 e 11 de outubro (Saiba mais).

“Quando o Rubens começou apresentar o projeto (do protocolo comunitário) e a mostrar o potencial de se valorar a biodiversidade, e foi reconhecendo toda a riqueza existente no Amapá e no Brasil inteiro, e a oportunidade que se tem de casar isso numa estratégia global e local – que vai desde a Convenção Internacional até o comunitário do Bailique, foi possível ver a reação positiva das pessoas, de notar ‘os olhos brilhando’”, declarou Carina Pimenta, do Fundo Vale.

Sobre a amplitude do projeto, Carina explica que ele se conecta muito bem com níveis diferentes de políticas públicas, do empoderamento local de comunidades. “Acredito que essa é a fortaleza do processo, ao mesmo tempo que ele tem uma base muito sólida no Bailique, com as comunidades, de estruturação, de organização”, completou Carina.

Para ela, o projeto do GTA tem um grande potencial de atração e envolvimento de várias pessoas e organizações. A expectativa é grande para os resultados, de ver como isto se tornará uma ferramenta a ser disseminada nas populações tradicionais Brasil afora.