Ato Público em repúdio ao assassinato de ambientalista

 

Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2013 —

ATO PÚBLICO EM REPÚDIO AO ASSASSINATO DE AMBIENTALISTA

Será realizado na próxima segunda-feira, 19/08, no Rio de Janeiro, um ato público em repúdio ao assassinato do biólogo espanhol Gonzalo Alonso Hernandez, ocorrido semana passada (06/08) na zona de amortecimento do Parque Estadual do Cunhambebe em Rio Claro (RJ), e às agressões e ameaças sofridas recentemente pelo casal Wigold Schaffer e Miriam Prochnow, em Atalanta (SC), membros da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi).

Gonzalo residia no distrito de Lídice (Rio Claro, RJ), no entorno do Parque Estadual do Cunhambebe, e desde 2009 era um dos proprietários rurais beneficiados pelo projeto “Produtores de Água e Floresta” cujo objetivo é implantar um sistema de Pagamento por Serviços Ambientais no município de Rio Claro. Esse projeto remunera o produtor rural pela conservação e restauração florestal e insere-se na Bacia do Rio Guandu, que abastece a Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O biólogo vinha, ao longo destes anos, colaborando com o monitoramento hidrológico da região, realizando coleta de dados de precipitação diária no alto da Bacia do Rio das Pedras, análises de qualidade de água e mensuração da vazão do Rio das Pedras. Gonzalo fazia registros de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, ressaltando para a comunidade e os órgãos ambientais a importância da proteção da região onde morava. Além disso, era conhecido por sua ação incisiva contra caçadores, extração ilegal de palmito e todos aqueles que agiam de forma ilícita, degradando o meio ambiente.

“Gonzalo era um ferrenho defensor do patrimônio natural. Seu assassinato é uma grande perda para o movimento ambientalista e sua presença na luta fará muita falta, mas seu legado não perecerá”, afirma Beto Mesquita, diretor do programa Mata Atlântica da Conservação Internacional (CI-Brasil). “Esta onda de ataques contra os defensores da natureza tem na impunidade aos crimes ambientais a sua raiz e principal cúmplice. Estamos unindo forças e exigindo justiça e punição a esses atos bárbaros”, completa.

A Conservação Internacional (CI-Brasil) apoia um plano estratégico de ação para a Bacia do Rio Guandu, em parceria com o Instituto Terra de Preservação Ambiental (ITPA), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Comitê da Bacia do Guandu e outras organizações. Apoiamos o ato público e manifestamos nossa indignação com os atos cometidos, exigindo das autoridades competentes (Secretaria Estadual de Segurança Pública, Ministério Público dos respectivos estados) uma rigorosa apuração dos fatos e a consequente punição dos responsáveis.

Ato público em repúdio ao assassinato de ambientalista
Data: 19 de agosto de 2013 (segunda-feira)
Hora: 12h
Local: Secretaria Estadual de Segurança Pública, Praça Cristiano Ottoni, s/nº - 4º andar - Centro, Rio de Janeiro. Referência: Prédio da Central do Brasil