CI pede acordo sobre o clima na COP 18

A 18ª. Conferência das Partes da Convenção Quadro Clima da ONU é uma excelente oportunidade para estabelecer os parâmetros para um novo acordo global que entrará em vigor em 2015

Brasília, 26 de novembro de 2012 — Com várias negociações programadas para terminar agora em dezembro, tendo em vista um novo acordo global que precisa ser costurado em três anos, a Conservação Internacional alerta para que todos os países participantes da conferência do clima, a COP18, que se inicia hoje, em Doha, no Qatar, se imbuam do caráter de urgência das negociações, tendo em vista o curto prazo disponível para que se adotem medidas eficazes que evitem perdas irreversíveis nos sistemas que suportam a vida no planeta e nos serviços que eles fornecem para a humanidade. 


A 18ª. Conferência das Partes da Convenção Quadro Clima da ONU (UNFCCC, na sigla em inglês) é uma excelente oportunidade para estabelecer os parâmetros para um novo acordo global que entrará em vigor em 2015, buscando impedir o agravamento da situação e fazendo com que o aumento da temperatura global não ultrapasse o limite de 2 graus Celsius – acima do qual os cientistas acreditam que chegaríamos a um ponto de não retorno nas consequências deletérias da mudança climática, com comprometimento da segurança alimentar, da provisão de água e de todo o bem-estar humano no planeta. 


Para fazer frente a esses riscos, a Conservação Internacional acredita que o sucesso nas negociações dependerão de três frentes: 


1) Progresso na obtenção de um acordo global ambicioso com início em 2015: o novo acordo deverá dar continuidade ao Protocolo de Kyoto, o único acordo legal internacional obtido até hoje que impõe restrições às emissões globais de gases do efeito estufa; 


2) Obtenção de novas fontes de financiamento: incluindo investimentos provenientes do setor privado, ao lado de compromissos dos países desenvolvidos de financiamento público para países em desenvolvimento adotarem soluções de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. 


3) Decisões que possibilitem aos países uma ampliação imediata da escala da implementação de ações que diminuam a mudança climática ou preparem os países para seus impactos:particularmente em áreas de iniciativas como a REDD+, nas quais os países em desenvolvimento são compensados financeiramente pela manutenção de suas florestas e redução das emissões provenientes do desmatamento. 


“Esses são pilares de um plano que poderá ser bem sucedido para estabilizar o clima, contendo ações imediatas para evitar níveis catastróficos de aumento da temperatura global” disse Fred Boltz, vice-presidente sênior de Política Internacional da Conservação International. “A mudança climática já está afetando nosso planeta e a natureza precisa assumir um papel central no provimento de soluções para o maior desafio do nosso tempo.” 


Ele acrescenta: “Essa COP é crucial já que muitas das negociações que vêm ocorrendo desde 2007 se encerrarão neste ano. Precisamos ter certeza de que o progresso obtido nesses últimos anos não se perca. O novo acordo global para 2015 precisa aumentar os compromissos dos acordos já existentes, como o Protocolo de Kyoto e os investimentos em mecanismos de REDD+ e financiamentos para países em desenvolvimento. Com o crescente reconhecimento da magnitude dos problemas relacionados à mudança climática, as nações precisam de um compromisso comum e de uma agenda agressiva sob um novo tratado global que dirima a crise na qual estamos mergulhados.” 


Para mais informações para a imprensa: 


Gabriela Michelotti (gerente de comunicação): g.michelotti@conservation.org Tel. 61 3226 2491 


Sobre a Conservação Internacional: 


A Conservação Internacional (CI) é uma organização privada, sem fins lucrativos, fundada em 1987, com o objetivo de promover o bem-estar humano fortalecendo a sociedade no cuidado responsável e sustentável para com a natureza – nossa biodiversidade global – amparada em uma base sólida de ciência, parcerias e experiências de campo. Como uma organização não governamental (ONG) global, a CI atua em mais de 40 países, distribuídos por quatro continentes. Em 1988, iniciou seus primeiros projetos no Brasil e, em 1990, se estabeleceu como uma ONG nacional. Possui escritórios em Belo Horizonte-MG, Belém-PA, Brasília-DF e Rio de Janeiro-RJ, além de uma unidade avançada em Caravelas-BA. Para mais informações sobre os programas da CI no Brasil, visite www.conservacao.org ou siga-nos no twitter @CIBrasil e facebook Conservação Internacional CI-Brasil