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EditPhoto Title:Iniciativas de Múltiplos Atores
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EditPhoto Credit:© Enrico Bernard
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Para produzir as transformações que deseja no mundo, a Conservação Internacional acredita no poder das parcerias. Na área ambiental, o velho ditado que diz que “o todo é maior que a soma das partes” é sempre verdadeiro - e a CI-Brasil tem muito orgulho de cultivar uma grande rede de parceiros para alcançar objetivos comuns em benefício da sociedade brasileira.

Uma da maneiras mais efetivas de se formar parcerias sólidas e de ampliar a escala e o impacto de ações demonstrativas é por meio da articulação e fortalecimento de iniciativas de múltiplos atores. Falamos de alianças, de fóruns, de coalizões, de iniciativas com múltiplos parceiros, voltadas ao intercâmbio de experiências, ideias e tecnologias.

No Brasil, a Conservação Internacional tem o orgulho de integrar e, em alguns casos, de ter ajudado a criar ou coordenar, diversas destas iniciativas.

 

  • Aliança Águas e Cidades
  • Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura
  • Coalizão Pró-Unidades de Conservação
  • Diálogo Florestal
  • Observatório do Clima
  • Observatório do Código Florestal
  • Pacto pela Restauração da Mata Atlântica
  • SDSN - Sustainable Development Solutions Network

 

Aliança Águas e Cidades


Dada a necessidade urgente de mecanismos que contribuam para a proteção dos ecossistemas para o abastecimento de água de qualidade para áreas urbanas em constante crescimento e transformação, a Conservação Internacional ajudou a articular uma aliança de megacidades latinoamericanas para o tema “água”, integrada atualmente por Rio de Janeiro, Cidade do México e Bogotá. As três metrópoles apresentam problemas semelhantes relacionados com a dinâmica do crescimento urbano, a pressão sobre os ecossistemas estratégicos para armazenamento, regulação e abastecimento de água e os efeitos que podem surgir como resultado das mudanças climáticas. A premissa dessa estratégia é que as cidades capazes de investir na proteção e restauração do capital natural estarão melhor adaptadas e serão mais resistentes a eventos climáticos extremos. A fim de reforçar as experiências e ampliar projetos importantes envolvendo a conservação e recuperação de ecossistemas na América Latina, essa aliança promove intercâmbios técnicos, operacionais e financeiros, visando amplificar e aperfeiçoar ações e iniciativas que fortaleçam a competitividade e a sustentabilidade das cidades.

 

Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura

 

O Brasil possui a segunda maior área florestal do mundo, com pouco mais de 460 milhões de hectares, distribuídos em 5 biomas. Estas florestas suprem inúmeros serviços essenciais para a sociedade brasileira sendo, por exemplo, o principal contribuinte para a formação das chuvas, através da evapotranspiração das árvores, resultando em enorme contribuição para a produção agrícola e a geração de energia no país. Nossas florestas são também abrigo e sustento de milhões de brasileiros, incluindo indígenas, extrativistas e ribeirinhos.


Os 12% de florestas do planeta que se encontram no Brasil representam o maior estoque de biomassa (portanto carbono) do mundo. No entanto, a conversão de áreas de florestas em pastagens e áreas agrícolas ainda representam quase um terço do total de emissões do país.

Por outro lado, a percepção quanto à necessidade de se adotar medidas visando a adaptação às mudanças climáticas, em especial com relação aos recursos hídricos, que são fortemente relacionados com os serviços ecossistêmicos das florestas no Brasil, somente agora começam a tomar corpo e relevância.


Paulatinamente, termos como ‘resiliência climática’, ‘mitigação’ e ‘adaptação’  começam a aparecer no vocabulário de gestores públicos e lideranças empresariais e sociais. Mas o Brasil recém começou a levantar à necessidade de adaptação às mudanças climáticas, em especial com relação aos  aspectos relacionados aos recursos hídricos, que são fortemente relacionados com os serviços ecossistêmicos das florestas floresta no Brasil, somente agora começam a tomar corpo e relevância.


As práticas de agricultura sustentável permitem aumentar a área efetivamente utilizada para atividades agropecuária a partir da recuperação de áreas degradadas e subutilizadas ao mesmo tempo que promove a recuperação de florestas e vegetação nativa para proteção de ciliares, encostas e outras áreas sensíveis, reduzindo as emissões e aumentando a resiliência da atividade rural brasileira.


É neste contexto em que se insere a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, criada para engajar diversos setores da economia nacional no rumo à uma economia de base florestal e agrícola que induza à um modelo de desenvolvimento neutro em emissões de carbono. Os participantes da Coalizão entendem que a proteção, manejo, restauração e plantio de florestas, associados à agricultura e pecuária de baixo carbono são instrumentos centrais para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa do Brasil, fortalecer a resiliência e viabilizar a adaptação do país às mudanças climáticas, promovendo desenvolvimento em bases sustentáveis. Estamos comprometidos em promover uma agricultura sustentável e a conservação das florestas associadas ao fortalecimento de uma  economia de base florestal, como contribuição fundamental à mitigação e adaptação às mudanças climáticas e construção de uma economia de carbono neutro. Acreditamos que é possível transformar os desafios em oportunidades e alcançar avanços concretos para agenda de clima, floresta e agropecuária no país.


Parceiros: CEBDS, Diálogo Florestal, Observatório do Clima, Instituto Ethos e todos os signatários da Coalizão.

Coalizão Pró-Unidades de Conservação


As unidades de conservação têm um potencial enorme para promover benefícios significativos ao bem-estar humano e ao desenvolvimento do país. A existência dessas áreas gera benefícios para toda a sociedade, por meio dos serviços ecossistêmicos gerados nelas, entre os quais se destacam o fornecimento contínuo de água de boa qualidade, a melhoria microclimática nas regiões com temperaturas extremas e excesso de poluição, a polinização que garante a alta produtividade dos cultivos agrícolas, o banco genético, proteção e conservação do solo, mitigação dos riscos e os efeitos das mudanças climáticas, dentre outros.


No atual contexto de alta degradação dos ambientes naturais e perda de espécies causadas pelo desmatamento, pelas mudanças climáticas, por grandes projetos de infraestrutura e pela maior exploração dos recursos naturais, temos a responsabilidade de fortalecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, de forma que ele seja incluído nos planos e políticas de desenvolvimento do país.


É neste sentido que foi articulada a Coalizão Pró-Unidades de Conservação, até o momento integrada apenas por um pequeno grupo de organizações - Conservação Internacional, WWF, Fundação O Boticário de Proteção da Natureza, Rede Pró-Unidades de Conservação, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Semeia - com a missão de atuar de forma conjunta em busca de maior articulação política e mobilização social na defesa e valorização do SNUC.


Queremos que a rede de unidades de conservação esteja ampliada e consolidada em um sistema representativo, efetivo e sustentável, com seus valores reconhecidos pela sociedade e inseridos nos planos de desenvolvimento do País.


Parceiros: WWF, Fundação O Boticário de Proteção da Natureza, Rede Pró-Unidades de Conservação, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Semeia.

Diálogo Florestal

 

O Diálogo Florestal Brasileiro foi criado em 2005, inspirado pelo The Forests Dialogue. Trata-se de uma iniciativa até então inédita, que facilita a interação entre representantes de empresas do setor de base florestal e organizações ambientalistas e movimentos sociais, com o objetivo de construir visão e agendas comuns entre esses setores.


Visando promover ações efetivas associadas à produção florestal e proteção socioambiental, o Diálogo Florestal conta com um Conselho de Coordenação, do qual a Conservação Internacional faz parte desde a primeira formação, tendo sido uma das instituições que ajudaram na sua articulação inicial. É composto por nove fóruns regionais - a CI-Brasil participa de três destes - além de um Encontro Nacional anual.


Por meio da série de publicações Cadernos do Diálogo, esta iniciativa contribui para a disseminação de conhecimentos, experiências inovadoras e estratégias locais de consertação e governança. No site do Diálogo você pode baixar a versão em pdf da série completa, além de conhecer os participantes e a pauta dos fóruns regionais.


Mais infomações: www.dialogoflorestal.org.br

Observatório do Código Florestal


Criado em maio de 2013 por sete instituições da sociedade civil – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), WWF-Brasil, SOS Mata Atlântica, Instituto Centro de Vida (ICV), The Nature Conservancy (TNC), Conservação Internacional (CI-Brasil) e Instituto Sociambiental (ISA) –  o Observatório tem como objetivos monitorar a implementação da nova Lei Florestal (Lei Federal 12.651/12) em todo o país e sobretudo acompanhar o desempenho dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs) e de seu principal instrumento, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), com a intenção de mitigar os aspectos negativos do novo Código e evitar novos retrocessos.

Além de gerar dados, informações e análises que promovam a transparência e qualifiquem os debates na sociedade sobre a implementação do novo Código Florestal, o website e as redes sociais do Observatório são instrumentos de concentração e  disseminação de informações sobre a regularização ambiental de imóveis rurais no Brasil.

Pouco depois de ser criado, o Observatório do Código Florestal já começou a mostrar resultados: suas instituições fundadoras enviaram uma Carta Aberta à Ministra do Meio Ambiente, cobrando o cumprimento da promessa de criação de um Comitê Nacional de Acompanhamento e Avaliação do novo Código Florestal. A promessa foi cumprida através da implantação do Grupo de Trabalho do Código Florestal no Ministério do Meio Ambiente, que conta com a participação de integrantes do Observatório. As instituições que formam o Observatório também foram fundamentais para denunciar a manobra que pretendia implantar o Cadastro Ambiental Rural por matrícula e não por imóvel e como consequência, a regulamentação saiu em maio de 2014 garantindo a realização do CAR por imóvel rural.

Atividades desenvolvidas:

 

  • Avaliação permanentemente das ações do Governo Federal na regulamentação da nova lei, na coordenação do sistema nacional do CAR e no suporte à adequada implementação da nova lei, sobretudo dos PRAs;
  • Avaliação contínua, com base em dados coletados periodicamente, do desempenho dos governos estaduais na implementação da nova lei florestal, com base em indicadores pré-estabelecidos;
  • Promoção de discussões sobre os dados e avaliações com diversos setores da sociedade e do Estado (governos estaduais e federal);
  • Divulgação os dados e avaliações à sociedade em geral, subsidiando o trabalho das organizações integrantes.

 

Parceiros: Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), WWF-Brasil, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Centro de Vida (ICV), The Nature Conservancy (TNC), Conservação Internacional (CI-Brasil) e Instituto Sociambiental (ISA)

Mais informações: http://www.observatorioflorestal.org.br/


Pacto pela Restauração da Mata Atlântica

O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica foi lançado em 2009 e tem como missão integrar pessoas e instituições para restaurar a Mata Atlântica em larga escala e com alta diversidade, em paralelo com os esforços de conservação de seus remanescentes, promovendo simultaneamente a proteção da biodiversidade, a geração de trabalho e renda, a manutenção e o pagamento pelos serviços ambientais, além da adequação legal das atividades agropecuárias.  A meta do Pacto é viabilizar a restauração de 15 milhões de hectares até 2050.


Atualmente, o Pacto conta com mais de 260 instituições, entre empresas, governos, universidades e organizações do terceiros setor. A Conservação Internacional participou ativamente de todas as reuniões que deram origem ao Pacto e integra o seu Conselho de Coordenação pelo terceiro mandato. Entre 2013 e 2015, a CI-Brasil cedeu parte do tempo de um dos seus diretores - Beto Mesquita - para fazer a coordenação nacional do Pacto. A CI também viabilizou, entre 2011 e 2014, recursos que permitiram o funcionamento da sua secretaria executiva.


Contabilizado no âmbito do Bonn Chalenge, o Pacto é reconhecido mundialmente como uma referência na mobilização de atores em prol da restauração de ecossistemas. Dentre as ferramentas que disponibiliza para seus membros e a sociedade de maneira em geral, destacam-se o livro “Referencial dos conceitos e ações de restauração florestal”, os mapas de áreas potenciais para restauração e para carbono, o protocolo de monitoramento e o banco de dados.


Mais informações: www.pactomataatlantica.org.br

Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável – SDSN BRASIL

 

A Sustainable Development Solutions Network (SDSN) foi lançada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon em 2012, com o objetivo de mobilizar conhecimentos técnicos e científicos da academia, da sociedade civil e do setor privado no apoio de soluções para problemas de desenvolvimento sustentável. Dessa forma, a SDSN acelera o aprendizado conjunto e ajuda a superar a fragmentação do trabalho técnico e político, promovendo abordagens integradas para os desafios econômicos, sociais e ambientais que o mundo enfrenta. A Rede tem ainda um papel especial no aconselhamento à ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a seleção de indicadores para seu monitoramento.

A SDSN Global se desenvolve em 20 redes nacionais e regionais, e a SDSN Brasil é uma delas. Lançada em março de 2014, a rede brasileira tem foco no desenvolvimento sustentável urbano relacionado ao ODS 11 ("tornar as cidades e assentamentos humanos, seguros, resilientes e sustentáveis"). A CI-Brasil apoia a Rede desde a sua criação, sendo uma das quatro instituições coordenadoras. Atualmente a CI-Brasil atua na Secretaria Executiva e assume a Presidência do Comitê Executivo da Rede.

A CI-Brasil acredita que a SDSN Brasil é uma ferramenta importante para apoiar e dar visibilidade a projetos demonstrativos inovadores na região do Mega Rio, com potencial para serem amplificados para todo o país. Integrada às outras iniciativas da CI-Brasil, a Rede ainda será chave para a implementação dos ODS urbanos no Rio de Janeiro e em outras cidades.

Resultados esperados:

  • Desenvolvimento de uma plataforma de conexão e parcerias entre as instituições e seus projetos;
  • Criação de indicadores para o monitoramento do ODS 11 adaptados ao contexto brasileiro;
  • Desenvolvimento e apoio a projetos nas áreas de inclusão, resiliência e conectividade.

Parcerias: Instituto Pereira Passos (IPP), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Governo do Estado do Rio de Janeiro, United Nations Development Program (UNDP), Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Fundação Roberto Marinho (FRM) e Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).


 

Iniciativas em outros territórios



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