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EditPhoto Title:Iniciativas em Abrolhos Terra e Mar
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Abra os Olhos para a Ciência

Apesar da extrema relevância ambiental e socioeconômica da região dos Abrolhos, as iniciativas de divulgação científica sempre foram incipientes, considerando a quantidade de conhecimento produzido e a importância de que parte deste fosse acessada pelas comunidades locais. Foi diante deste desafio, que em 2007, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a CI-Brasil desenvolveram o projeto “Abra os Olhos para a Ciência” uma iniciativa voltada à prática, divulgação e popularização da ciência junto às comunidades costeiras de Abrolhos. O objetivo do projeto, que já recebeu financiamentos do CNPq, FAPESP e CAPES, é gerar mais capacidade técnica local, incentivando o envolvimento dos alunos em atividades de divulgação e construção do conhecimento cientifico para a compreensão e resolução de problemas socioambientais.

Desde 2008 o projeto é desenvolvido em parceria com o Colégio Polivalente de Caravelas (escola estadual de ensino médio), responsável pela coordenação das atividades. O trabalho é focado em jovens do ensino médio que participam de um curso multidisciplinar e realizam estágios nas instituições socioambientais parceiras do projeto, durante 18 meses.

Mais de 100 jovens já participaram do projeto e cerca de 80% destes já concluíram ou estão cursando a graduação em universidades públicas e particulares. Alguns destes jovens foram absorvidos pelas instituições parceiras e outros estão lecionando em escolas públicas e particulares da região de Caravelas. Em 2007, os jovens pesquisadores participaram do XXVI Seminário Estudantil de Pesquisa da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e foram premiados com o primeiro e segundo lugar de melhores projetos. Já em 2014, o projeto ganhou o prêmio Boas Práticas do Governo do Estado da Bahia.

Resultados Esperados:

  • 20 jovens capacitados na turma 2014/2015
  • Comunidade local informada e envolvida nas atividades de pesquisa.

Parcerias: Colégio Polivalente de Caravelas, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), ECOMAR, Instituto Baleia Jubarte, Movimento Cultural Artmanha, Patrulha Ecológica Escolada Vida, Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (CEPENE), Resex Cassurubá, Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Secretaria de Educação do Estado da Bahia, Prefeitura Municipal de Caravelas e SOS Falconiformes.

Adaptação Baseada em Ecossistemas para reduzir os efeitos das Mudanças Climáticas 

As mudanças climáticas são um dos grandes desafios dos nossos tempos e precisamos agir para ajudar as pessoas a se prepararem para estas mudanças. Acreditamos que a abordagem de Adaptação Baseada em Ecossistemas (ABE) pode auxiliar nessa transformação. ABE consiste no “uso da biodiversidade e serviços ecossistêmicos como parte de uma estratégia mais abrangente para ajudar pessoas a se adaptarem aos efeitos adversos das mudanças do clima”. Este trabalho visa desenvolver estratégias para reduzir a vulnerabilidade de comunidades e entender o real potencial da ABE.

Desenvolvido com financiamento do Ministério do Meio Ambiente, Conservação e Segurança Nuclear da Alemanha, este projeto foi implementado no Brasil, nas Filipinas e na África do Sul. O primeiro passo foram as análises de vulnerabilidade, elemento essencial de uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas. Essa análise identificou os prováveis impactos das mudanças climáticas e as consequências destas para as populações humanas, ecossistemas e serviços ecossistêmicos, tais como água, proteção costeira e polinização. Esta análise guiou a identificação das estratégias de ABE adequadas e as ações necessárias para reduzir os impactos.

Em cada um dos três países foram implementados dois projetos piloto de ABE, selecionados com base nos resultados da análise de vulnerabilidade e parcerias locais. Além disso, a análise de custo/efetividade de uma destas estratégias está sendo feita. Da mesma forma que as análises de vulnerabilidade oferecem informações que podem ajudar a delinear políticas nacionais de adaptação, os resultados dos projetos piloto, em termos de custos, efetividade e co-benefícios podem subsidiar a Política Nacional sobre Mudança do Clima, oferecendo um comparativo com estratégias mais tradicionais de adaptação. Através do engajamento e participação em fóruns internacionais, as lições deste projeto contribuem também para diálogos globais.

Resultados Esperados:

  • Estratégia para ampliar a resiliência de recifes de coral e  promover a proteção costeira no Extremo Sul da Bahia desenvolvida através de um plano específico para o manejo dos peixes herbívoros, sendo o principal o budião-azul (Scarus trispinosus), que promovem o equilíbrio no crescimento de algas e corais, mantendo a capacidade dos recifes de se adaptarem às mudanças no clima;
  • Inclusão de ABE no Plano Municipal de Proteção e Restauração da Mata Atlântica (PMMA) de Porto Seguro, o primeiro no Brasil a contar com a abordagem de ABE na sua construção.

Parcerias: Prefeitura Municipal de Porto Seguro, Gamba, SOS Mata Atlântica, Movimento de Defesa de Porto Seguro, UFSC e USP/IO.

Ampliação da Rede de Áreas Protegidas em Abrolhos

A existência de diversas Unidades de Conservação (UCs) é um passo essencial para a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais no território Abrolhos Terra e Mar, mas ainda não suficiente para enfrentar as grandes ameaças que pairam sobre a região. Para reduzir a  sobrepesca e evitar a exploração de óleo e gás na região com a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul é necessário ampliar significativamente a rede de áreas marinhas protegidas em Abrolhos. Para isso, em 2012 o governo brasileiro levou a público uma proposta para ampliação das Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) da região dos Abrolhos. A proposta foi apresentada após o término do projeto “Identificação de Áreas Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade no Banco dos Abrolhos” desenvolvido pelo ICMBio em cooperação técnica com a Conservação Internacional. O processo enfrentou a reação de setores adversos e seu segmento foi interrompido nos dois anos seguintes.

Com a campanha Adote Abrolhos, coordenada pela CI-Brasil e SOS Mata Atlântica em 2014, o interesse na proteção da região voltou a se ampliar. Desde então as discussões sobre a ampliação, voltaram a acontecer de forma sistematizada, sob coordenação de um Grupo de Trabalho formado durante o PAN Corais (Plano de Ação Nacional para Conservação dos Ambientes Coralíneos), cujos mais de 100 participantes atingiram um consenso sobre a importância de aumentar a proteção na região dos Abrolhos. Os critérios de conectividade, proteção dos diferentes ambientes e a participação social foram destacados como essenciais para o sucesso da ampliação da proteção.

Este Grupo de Trabalho, formado por especialistas, lideranças locais e representantes de instituições governamentais e não governamentais, vem realizando discussões sobre a ampliação da proteção na região dos Abrolhos como parte das ações previstas pelo PAN Corais. A CI-Brasil tem sido uma das instituições chave na retomada deste processo, no engajamento de parceiros, no levantamento de dados e na moderação das discussões.

Resultados Esperados:

  • Pacto para a conservação e o uso sustentável da região dos Abrolhos estabelecido;
  • Proposta de ampliação da Rede de Áreas Marinhas protegidas na região dos Abrolhos revisada e apresentada ao governo e sociedade.

Parcerias: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Coral Vivo, Instituto Baleia Jubarte, Voz da Natureza, Projeto Tamar, Ministério Público Federal e Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Consolidando as Unidades de Conservação na Bahia

O projeto Consolidando as Unidades de Conservação da Bahia visa fortalecer a capacidade de gestão e de operação das unidades de conservação localizadas no estado da Bahia, fomentando o aprimoramento e a efetividade da gestão das mesmas. O projeto contribui para o fortalecimento das UCs baianas, transformando um contexto negativo gerado pela forte pressão de desenvolvimento, em oportunidade estratégica para as mesmas.


Resultados alcançados:

  • Treinamento modular de gestores, conselheiros e instituições parceiras das UCs, na elaboração e gestão de projetos socioambientais, totalizando 120 pessoas;
  • Elaboração e proposição de um manual operacional, com o delineamento de processos e fluxos, visando a aplicação dos recursos oriundos de compensação ambiental voltados para as unidades de conservação estaduais;
  • Criação das bases para a composição de um mecanismo financeiro para captação, gestão e aplicação de nas UCs baianas.

Parceiros: Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), Atlantic Forest Conservation Act.

Governança  integrada e participativa  na  gestão  das  Unidades  de Conservação

 

A região  dos Abrolhos  possui  um  mosaico  de  Unidades  de  Conservação (UCs),  territórios importantes para a conservação de ecossistemas e que podem resultar numa melhor qualidade de vida aos seus beneficiários. A CI-Brasil atua  junto  aos  Conselhos  Deliberativos  das  RESEX  de  Corumbau,  Cassurubá  e Canavieiras, do Conselho Consultivo do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e do Conselho do Mosaico de Áreas Protegidas do Extremo Sul da Bahia (COMAPES) para contribuir na efetiva gestão integrada destas áreas protegidas e para o fortalecimento da governança com vistas ao manejo  participativo,  colaborando  com  a geração de informações para a elaboração de políticas públicas.

A atuação da CI-Brasil fortalece os processos de decisão e também dos instrumentos de gestão com subsídios de informações e supervisões técnicas. Dessa forma,  os  atores  envolvidos  são empoderados na busca de  suas responsabilidades para o planejamento da gestão das UCs.

Resultados Esperados:

  • Gestão  participativa  das  Unidades  de  Conservação  no  território fortalecida;
  • Ações de conservação no território integras e fortalecidas.

Parcerias: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Associações Comunitárias Locais, Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (CONFREM) e universidades.

Pesca+Sustentável

 

“A  maioria  dos  peixes  que  comemos,  a  maioria  dos  peixes  que  conhecemos, pode desaparecer nos próximos 50 anos” diz Mark Kurlansky, renomado autor, em seu livro A World Without  Fish,  de  2011.  O  Brasil  possui  aproximadamente  11.500  km  de  costa,  onde  vivem cerca de meio milhão de pessoas que dependem diretamente da pesca marinha artesanal. O Programa Pesca + Sustentável,  idealizado  pela  CI-­Brasil e  ganhador  do  prêmio  Desafio  de Impacto  Social  Google  2014,  visa  abordar  essa  problemática  ambiental,  social  e  econômica gerada  pela  exploração  acima  da  capacidade  de  recuperação  dos  estoques de pescados,  de  forma inovadora, inclusiva e criativa.

Existem no Brasil 25 Reservas Extrativistas (RESEX) Marinhas e Costeiras federais, das quais mais  de  65  mil  famílias dependem para sobreviver.  Foram  selecionadas,  para  a  primeira  fase  do programa, cinco RESEX: São João da Ponta e Mãe Grande de Curuçá no Pará, Cassurubá e Canavieiras  na  Bahia,  e  Pirajubaé  no  estado  de  Santa  Catarina.  A  seleção  representa territórios cujas comunidades pesqueiras tradicionais tem se organizado para mudar o cenário da pesca artesanal.

O caminho proposto para iniciar uma mudança nesta realidade, em forma de rede, é o desenvolvimento de um produto diferenciado o “pescado sustentável” – que, ao incorporar práticas visando à sustentabilidade  das  pescarias,  agregará  valor  ao  pescado,  ampliará  os  ganhos  diretos  do pescador tradicional e valorizará sua figura e, ao mesmo tempo, estimulará seu compromisso com práticas de pesca mais sustentáveis. Consideramos que a chave para o sucesso no objetivo de conquistarmos uma pescaria verdadeiramente sustentável é a melhoria contínua, por meio de parcerias desenvolvidas  junto  com  as  comunidades,  a  conscientização  do consumidor  para  um  novo  paradigma  de  demanda  sustentável  e  a  comunicação  efetiva  por meio de um portal interativo de transparência do pescado (portal web em construção).

Resultados Esperados:

  • Sistema de rastreamento de pescado aliado a um programa de melhoria de pescarias nas RESEX Marinhas e Costeiras desenvolvido;
  • Mecanismo para incentivar melhores práticas nas pescarias de pequena escala criado;
  • Biodiversidade  e  os  estoques  pesqueiros  nas  Unidades de Conservação de  Uso Sustentável monitorados;
  • Estímulo ao consumo consciente de produtos provenientes da pesca sustentável promovido;
  • Troca  de  experiências  de  redes  de  articulação  das comunidades tradicionais extrativistas fortalecida.

Parcerias: Google, Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (CONFREM), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ecotrust Canada e Rare.

Saiba mais​

Potencializando o uso público das Unidades de Conservação

 

O território Abrolhos Terra e Mar concentra um grande número de Unidades de Conservação (UCs), terrestres e marinhas. Estas áreas são fundamentais para a conservação da biodiversidade da região, pois protegem os maiores e mais importantes remanescentes de Mata Atlântica da Bahia, restingas e manguezais, além do maior complexo de recifes de corais do Atlântico Sul. Visando valorizar este imenso potencial, um dos principais focos da CI-Brasil tem sido incentivar o uso público sustentável destas emblemáticas áreas.

Para isso, a CI-Brasil está criando um fundo fiduciário e um mecanismo financeiro que complementam os recursos já previstos para as atividades das Unidades de Conservação, agilizando e potencializando a abertura destas unidades à visitação pública de forma integrada. Além disso, estas ferramentas financeiras atuam como um meio transparente e eficiente de aplicação de recursos, assim como incentivam a captação de novos recursos que geram mais impactos positivos em todas as Unidades de Conservação do território.

Resultados esperados:

  • Diagnóstico do uso público das UCs do Extremo Sul da Bahia realizado;
  • Fundo fiduciário para apoiar as atividades de uso público nas UCs da região criado;
  • Mecanismo financeiro que gere sustentabilidade para as UCs da região desenvolvido e implementado.

Parcerias: Global Conservation Fund (GCF), Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Rede de Gestores do Corredor Central da Mata Atlântica


A Rede de Gestores do Corredor Central da Mata Atlântica foi criada em 2003 durante o primeiro encontro de gestores de unidades de conservação envolvidos com a implementação do Projeto Corredores Ecológicos (MMA), por gestores de unidades de conservação públicas das três esferas (federal, estadual e municipal) e privadas (RPPN) e um grupo de organizações que atuam no tema na região do Corredor Central.

A Rede realiza encontros anuais cujos objetivos são integrar as unidades de conservação e áreas protegidas do CCMA, contribuir com o sucesso dos corredores ecológicos e corredores de biodiversidade, influir nas políticas públicas e governamentais da área de conservação da biodiversidade do Corredor Central da Mata Atlântica, e propiciar a troca de informações, conhecimentos, implantação, gestão, fiscalização e manejo de unidades de conservação.

A Conservação Internacional foi uma das instituições formadoras da Rede e tem sido, desde o início, a principal apoiadora das suas ações e articulações. Para isso, a CI-Brasil contou com recursos do Centro para Conservação da Biodiversidade (CBC, em sua sigla em ingês), do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, por sua sigla inglesa) e do GCF (Global Conservation Fund). De maio de 2012 a setembro de 2014, CI-Brasil atuou como secretaria executiva da Rede.

Mais recentemente, em 2013, a CI-Brasil aprovou um projeto junto ao Funbio/TFCA para reestruturar e fortalecer a Rede. O projeto busca promover uma melhor articulação do conjunto de atores envolvidos na consolidação da Rede para encarar o desafio de implementar e gerir as unidades de conservação e possibilitar o intercâmbio dos gestores de forma a tornar suas atividades mais eficientes e melhorar os relacionamentos inter e intra institucional.

Os resultados já alcançados pelo projeto são:

  • o planejamento estratégico da Rede;
  • a construção, de modo participativo, de um sistema de monitoramento da efetividade de manejo de unidades de conservação do Corredor Central da Mata Atlântica;
  • a condução da primeira avaliação das unidades de conservação utilizando o sistema construído pela própria Rede;
  • a criação do site da Rede (redegestoresccma.org.br)
  • a realização de dois encontros anuais da Rede.

No escopo deste projeto, estão previstos, ainda, o lançamento de uma publicação sobre a Rede e a realização do XII encontro.

Atualmente a CI-Brasil não exerce mais a função de secretaria executiva, mas continua como integrante da Rede e empenhada no seu constante fortalecimento e na ampliação das capacidades dos gestores.

Parceiros: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA)


Iniciativas em outros territórios



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